sexta-feira, 10 de maio de 2013

"O Êxtase de Gabriel" de Sylvain Reynard [OPINIÃO]



Edição: 2013
Páginas: 400
Editor: Saída de Emergência
ISBN: 9789896375041

Sinopse:

O professor Gabriel Emerson envolveu-se numa paixão escaldante e clandestina com a sua ex-estudante, Julia Mitchell. Ao levá-la para umas férias românticas em Itália, inicia-a nos deleites sensuais do corpo e os êxtases do sexo. Mas ao regressarem, veem a sua felicidade ameaçada por uma conspiração de estudantes, pela instituição académica e por um antigo amante ciumento.
Quando Gabriel for finalmente confrontado pela administração da Universidade, irá sucumbir ao destino de Dante? Ou irá lutar para manter Julia, a sua Beatriz, para sempre?

Opinião:

"O Êxtase de Gabriel" é o segundo volume da saga de Gabriel de Sylvain Reynard, que nos chega pela chancela da nossa sempre fiel, Saída de Emergência.
Podem consultar AQUI a minha opinião relativa ao primeiro volume, do qual gostei imenso.
Tal como o primeiro livro, esta segunda leitura foi, também, deveras agradável, e ainda mais entusiasmante e romântica!
Para os mais esquecidos, ou que ainda não tiveram o prazer de se estrear por estas andanças, este segundo livro começa no exacto momento em que acaba o primeiro... a primeira noite de Gabriel e Julia juntos... divinal!
Mais uma vez alerto os leitores que procuram algo hardcore e puramente físico, a saga de Gabriel não é o que necessitam, pois trata-se de um lindo e dramático romance, que se foca na ligação emocional entre o Professor e a sua "Beatriz", dedicando um plano secundário ao teor sexual da relação, embora nunca o desprezando ou vulgarizando.... "O Inferno de Gabriel" e "O Êxtase de Gabriel" são old-fashion novels, ou seja, romances à moda antiga... belos, dramáticos e ternos!
No primeiro volume vivemos os momentos da reunião do casal, da sua redescoberta, agora, neste segundo livro, o amor consolida-se, mas muitas adversidades estão ainda por abordar e ultrapassar, em particular o passado de Gabriel e o futuro de Julia.
Para além do passado tortuoso da Gabriel, o casal enfrenta agora a inveja de uma delatora, que põe em causa as suas carreiras académicas, levando ao afastamento do Professor de forma a salvar a sua musa, o que faz a jovem descarrilar num caminho de amadurecimento forçado.
Gabriel afasta-se um pouco do centro da acção, prosperando um ambiente de suspense e enigma, que me manteve agarrada ao livro como se trata-se de uma questão de vida ou morte... E muitas vezes me interroguei sobre o que realmente se passaria na cabeça do personagem masculino principal, o porquê das suas acções e suposta negligência. Continuei a procurar arduamente o amante dedicado e fascinante pelo qual me apaixonei no primeiro livro.
Desesperei, e senti o desespero de Julia, sofri e lutei com ela.
Julia cresceu, de forma abrupta e forçada, mas cresceu, desabrochando numa mulher madura que dá luta e não se deixa resignar.
Personagens como Paulina adquiriram um novo significado, embora continuando a "odiar" a mãe de Maya, gostei do seu desenlace, apesar de tudo, merece um final feliz.
Paul... pobre Paul, um coração partido não é brincadeira nenhuma, nem para alguém tão simples e genuíno como o jovem assistente do Professor Emerson.
Drama, muito drama, tal como gosto!
E aquele final... SOBERBO!
Não me vou alongar com spoilers, pois têm de ver para crer!
"O Êxtase da Gabriel" foi um regalo para os meus olhos! 
Uma leitura viciante, sensual e romântica!
Sylvain Reynard consolida-se, assim, como um dos melhores autores da cena romântica contemporânea  deixando-nos a penar pelo terceiro e final livro da trilogia, que será lançado nos EUA em Dezembro, mas ainda sem data prevista para a sua chegada a Portugal.
Gabriel Emerson e Julia Mitchell são o meu casal de eleição e a sua estória é uma das mais belas e românticas do momento!




segunda-feira, 6 de maio de 2013

Novidades [ASA] - Maio



O IMPÉRIO DOS HOMENS BONS, de Tiago Rebelo

Em 1847, na pequena vila de Inhambane, um punhado de famílias esquecidas pela coroa portuguesa luta heroicamente para impor uma nova civilização em território africano.  
Acabado de se ordenar em Lisboa, o jovem padre Joaquim Santa Rita Montanha é enviado para Moçambique com a sagrada missão de prestar apoio espiritual aos europeus e evangelizar os indígenas.
O seu sonho de realizar uma obra que fique para a história depara-se com dificuldades que parecem insuperáveis. Mas, apesar de todos os obstáculos, o padre Montanha nunca desiste dos seus objectivos ambiciosos e, em breve, torna-se o pilar desta pequena sociedade branca rodeada por milhares de guerreiros de tribos hostis.
Personagem complexa, o padre Montanha é um fervoroso homem de Deus que goza de invulgar prestígio mas não abdica de uma paixão arrebatada pela escrava Leonor, com quem vive um amor proibido.  É, sobretudo, o explorador que não hesita em enfrentar perigos imensos para concretizar uma viagem aos holandeses no interior do sertão e, assim, inaugurar as relações diplomáticas entre o reino de Portugal e os fundadores da futura República Sul-Africana.
Tal como o tenente Montanha, personagem inesquecível do seu anterior romance O Tempo dos Amores Perfeitos, o padre Montanha é antepassado do autor. O Império dos Homens Bons é resultado de uma minuciosa pesquisa sobre a vida deste homem singular e a recriação histórica de uma época de grande romantismo em África. Trata-se de um retrato de época brilhante e de enorme talento.

nas livrarias a 27 Maio 
PVP- 18,90€)


CASEI COM UM BEDUÍNO, de de Marguerite Van Geldermalsen 

A neozelandesa Marguerite não podia então imaginar como estas palavras iam mudar a sua vida. Ela viajava pelo Médio Oriente com uma amiga quando conheceu o carismático Mohammad, na Jordânia. A paixão que sentiram um pelo outro foi imediata. Por amor, Marguerite trocou a abundância do seu país pela aridez do deserto. Corajosamente e de uma forma simples e tocante, ela relata o seu dia a dia a partir do momento em que casou com o jovem beduíno e deu à luz os seus três filhos. Assistimos à sua adaptação a um modo de vida totalmente novo, que vai desde habitar numa caverna, sem eletricidade ou água canalizada, a ter de ir de burro buscar água, lavar a roupa no rio, fazer pão e aprender a língua e os costumes de um povo primitivo. Assistimos ao choque cultural, linguístico e religioso, mas também à sua adaptação, por amor e grande entrega, a um povo que – embora primitivo e supersticioso – a recebeu e integrou como sendo uma deles.

nas livrarias a 20 Maio 
PVP- 13,90€


ACONTECEU EM ROMA, de Nicky Pellegrino

Românticas ruelas de calçada, piazzas repletas de vida, cafés e bares vibrantes de música e desejo… Não há no mundo cidade como Roma. É aqui que Serafina vive rodeada pelo carinho da mãe e das duas irmãs. Habitam um minúsculo apartamento delapidado e têm pouco ou nenhum dinheiro, mas a alegria está sempre presente.
Quando a mãe sai, sempre bela no seu vestido simples e feito em casa, as irmãs vão cantar para a rua. É um atrevimento que as diverte e lhes permite obter dinheiro para fazerem o que mais gostam: ir ao cinema. Elas suspiram e sonham com as estrelas das matinés. Mas Serafina nunca imaginou conhecer pessoalmente o seu ídolo: o ator e cantor Mario Lanza. Quando as portas da magnífica Villa Badoglio – lar da família Lanza – se abrem para a acolher, a jovem é apresentada a um mundo de sonho. E é rodeada pelo luxo e o glamour que conhece Pepe, o talentoso chef capaz das mais suculentas iguarias e das mais ternurentas emoções. Serafina está apaixonada e a viver dias dourados mas não consegue evitar sentir que aquele não é o seu mundo.
Dividida entre a vida modesta que conhece e a promessa de um futuro melhor, Serafina vai ser obrigada a crescer. Vai sofrer, amar e descobrir que a realidade nunca é apenas o que parece. Que a vida é simultaneamente mais difícil e mais bela do que um sonho.

nas livrarias a 27 Maio 
PVP- 16,90€


domingo, 5 de maio de 2013

Por um Momento, de Ana Lopes – OPINIÃO


 
 
Ficha Técnica:

Autor: Ana Lopes
Colecção: Viagens Na Ficção
Páginas: 322
Data de publicação: Julho de 2011
Género: Romance
Preço: 12,00 €
ISBN: 978-989-6971-60-1
Sinopse:
 
Victória Cruz tinha um desejo: conhecer os elementos da banda que sempre protagonizaram os seus sonhos. E um dia, na mítica cidade de Lisboa, esse sonho é tornado realidade.
Terá o amor a força suficiente para alterar o modo de pensar de alguém? Quando uma pessoa se considera a si própria inimiga número um desse sentimento, poderá mudar de ideias? E o que fazer quando uma inóspita encruzilhada se cria à nossa frente? Ou quando alguém se torna a apoteose do nosso mundo? A frase imperativa aparece, pairando sobre a negrito, sobre o cérebro, toldando todos os restantes pensamentos: Alguma vez desististe de tudo para correres atrás de um grande amor?
 
Opinião
 
«Por um Momento» é o primeiro romance da jovem autora Ana Lopes, publicado em 2011 pela Chiado Editora. Admito que no início tive algumas dificuldades em lê-lo, por variadas razões. O livro tem alguns problemas, nomeadamente a linguagem excessivamente poética e frases demasiado longas que me fizeram perder ao longo da história e ser obrigada a voltar atrás. A história em si não me cativou, nem acreditei nela, e a forma como está contada, na primeira pessoa, pela personagem principal, Victória Cruz, torna as coisas um pouco maçadoras.

Victória Cruz é uma jovem de 18 anos cujo sonho é conhecer os membros de uma banda famosa dos Estados Unidos. E quando o encontro acontece finalmente, ela apaixona-se loucamente por um dos membros da banda, Seth, e a paixão é recíproca, tudo num simples abraço e numa frase que Victória lhe sussurra ao ouvido. Achei todo esse amor muito rápido e sem muito sentido, até porque eles se separam sem nunca ter acontecido nada, e a verdade é que os meses e as páginas seguintes são passados com Victória a delirar completamente por ele. Os pensamentos são extremamente repetitivos e vão quase até meio do livro, o que foi aborrecido e exagerado. Victória Cruz não pensa em mais nada: nem na faculdade, nem nos amigos, nem em outra coisa qualquer que goste de fazer. A autora levou esta obsessão ao limite, até que um novo encontro acontece e o amor toma forma. Não vi qualquer afinidade entre a Victória e o Seth, pelo contrário, vi aquela relação como o devaneio de uma adolescente, que é tudo, menos real. No entanto, eles insistem numa espécie de namoro algo forçado, a meu ver, e fiquei espantada com a rapidez com que Victória confia nele cegamente e o segue para onde for. A autora faz questão de justificar o motivo pelo qual gostam um do outro: seja o abraço ou a frase de Victória no primeiro encontro, seja a beleza do Seth. Considerei ambos de certa forma fúteis, sem muito para dizer. Os diálogos que mantêm entre si são longos, por vezes, mas não dizem nada. Falam do amor, da beleza e da bondade de ambos, e não passa daí. Acima de tudo, são conversas pouco credíveis, algumas sem sentido, que me levavam a lê-las várias vezes, impedindo-me de entrar na história. Dei por mim a pensar em diálogos diferentes e mais apropriados para aquelas situações.
Não senti qualquer afinidade com a personagem Victória e muito menos com o Seth, um rapaz extremamente apagado e sem força, apesar da profissão que tem e da celebridade que é.
No entanto, quando achei que a história estava morta, surgiu o Daniel e parabilizo a autora por o ter criado. Daniel é um jovem problemático que arranja problemas na universidade e que vê em Victória um novo alvo a quem humilhar. No entanto, o que acontece é uma união inesperada e a meu ver positiva. Gostei do Daniel. Achei que era pelo menos o único personagem com personalidade e que à sua maneira soube correr atrás daquilo que desejava. Senti química entre os dois e gostei daquela relação, que foi uma lufada de ar fresco na história.

Embora esperasse um final diferente, devo dizer que foi agradável e misterioso, o que me levou a desejar saber o que vai acontecer no próximo volume.
A história tem alguns erros ortográficos e não percebi o motivo pelo qual os diálogos estavam a negrito. Isso fez-me alguma confusão. O livro está também carregado de expressões cliché. Resumidamente, acho que esta obra peca por falta de maturidade. Penso que a autora não perderia nada em ter esperado mais alguns anos para publicá-la. No entanto, é de louvar os jovens autores que têm a coragem de escrever e mostrar o que escrevem e reconheço o esforço e a dedicação patentes neste livro. Tenho a certeza que, com esforço e persistência, a autora ainda poderá melhorar muito. Aguardo a publicação de novas obras.