segunda-feira, 22 de setembro de 2014

"Para Sir Philip com Amor" de Julia Quinn [OPINIÃO]

Edição: 2014
Págs.: 336
Editor: Edições Asa
ISBN: 9789892327785
Coleção: Série Bridgerton

Sinopse:

Sir Phillip sabia que Eloise Bridgerton tinha já 28 anos e era, pois claro, uma solteirona. Foi por isso mesmo que pediu a sua mão em casamento. Sir Phillip partiu do princípio de que Eloise estaria desesperada por casar e não seria exigente ou caprichosa.
Só que… estava enganado. No dia em que ela lhe aparece à porta, tornase óbvio que é tudo menos modesta e recatada.
E quando Eloise finalmente para de falar, ele percebe, rendido, que o que mais deseja é… beijá-la.

É que, quando recebeu a tão inesperada proposta, Eloise ficou perplexa. Afinal, nem sequer se conheciam pessoalmente. Mas depois… o seu coração levou a melhor e quando dá por si está numa carruagem alugada, rumo àquele que pensa poder ser o homem dos seus sonhos. Só que… estava enganada. Embora Sir Phillip seja atraente, é certo, é também um bruto, um rude e temperamental bruto, o oposto dos gentis cavalheiros que a cortejam em Londres. Mas quando ele sorri… e quando a beija… o resto do mundo evapora-se e Eloise não consegue evitar a pergunta: será que este pesadelo de homem é, afinal, o homem dos seus sonhos?

Opinião:

"Para Sir Philip com Amor" é o quinto volume da série (de oito) Bridgerton, da nossa já bem conhecida autora, Julia Quinn.
Para os que ainda não tiveram a oportunidade de conhecer esta numerosa e fantástica família da aristocracia inglesa, ficam aqui as opiniões referentes aos livros #1, #2 e #4 respectivamente:


Sou uma grande fã e entusiasta desta série literária, que além de conter personagens deveras cativantes, é também, dotada de um enorme senso de humor e sensualidade.

Neste quinto livro, Eloise Bridgerton e Sir Philip são os protagonistas.

Eloise tem vinte e oito anos, e é uma solteirona convicta, ou assim pensava até ao casamento da sua amiga, também solteirona, Penelope, com o seu irmão, Colin Bridgerton.
Até então, Eloise nunca se sentira sozinha, mas após os casamento das duas pessoas mais importantes da sua vida, a jovem solteirona reflecte sobre o estado da sua vida, e de como a poderá mudar.

Dada à escrita, é assim que conhece Sir Philip, o marido da sua falecida prima, Marina. Começam a trocar correspondência por forma de condolência, evoluindo para um pedido de casamento, bastante invulgar e pouco determinado.

Aproveitando uma das famosas festas Bridgerton, Eloise foge, e ruma a Gloucestershire, de modo a conhecer o seu correspondente, e quiçá, aceitar o seu pedido de casamento. Mas, Eloise não pensou bem sobre o assunto, deparando-se com uma realidade desconhecida quando chega à casa de Philip. Agora que o mal está feito, a sua reputação está em risco, assim como o seu coração!

Sir Philip é um botânico, que prefere plantas às exigências de ser um Sir, mas a morte prematura do seu irmão mais velho, em Waterloo, retira-lhe toda a hipótese de se dar à vida que antes levava. Entretanto casa com Marina, e tem dois filhos, os gémeos Amanda e Oliver, dois pestinhas cheios de vida, em oposição à deprimida mãe, que acaba a sua vida de uma forma triste e desesperada. Philip pretende agora uma mãe para os seus indomáveis filhos, vendo potencial em Eloise, logo trata do assunto, mas o que este não esperava, é que para além de mãe, a jovem Bridgerton tem tudo para ser a mulher da sua vida.

"Para Sir Philip com Amor" marca uma viragem nesta série. Depois da saída de cena de Lady Whistledown, a infame cronista, a série perde um pouco do seu característico bom humor, o que me desiludiu, em especial por ser a estória de Eloise, a mais divertida e irreverente dos oito irmãos, mas em compensação, adquire uma vertente muito mais emocional, que até me roubou uma lágrima ou outra, que enriquece este lindo romance.

Eloise sempre me fascinou, e mal podia esperar por conhecer o seu desfecho. Esperava cenas de maior divertimento (e com isto não quero dizer que este livro é maçador ou entediante, muito pelo contrário!), mas o que não esperava, eram as cenas de teor tão "calientes" entre os protagonistas: puro fogo!

Sir Philip é um homem sofrido mas sensível, apesar de não saber lidar com as suas emoções. Muito reservado e contido nos seus comportamentos, foi gratificante vê-lo quase enlouquecer quando protegeu os seus filhos, assim como, aquando do suposto desaparecimento da sua esposa.

Foi refrescante revêr alguns dos irmãos Bridgerton, em especial o expansivo Colin, e apreciar como são felizes, e apesar de tudo, mantêm o espírito da família.

Amanda e Oliver são uns pestinhas, mas com um excelente coração, muita imaginação (nem sempre bem direccionada!), e que apenas querem a atenção do seu querido pai. São duas crianças que anseiam pelo amor paternal, como água numa dia de grande calor.

Julia Quinn saiu da sua zona de conforto, mudando a trajectória dos oitos irmãos, mas, apesar da ausência, espero que Lady Whistledown e a coscuvilhice inglesa, voltem nos três livros finais!

"Para Sir Philip com Amor" é um romance a não perder, com muita sensualidade, uma linda estória de amor, e personagens com muito carácter!

Uma leitura rápida, que apesar de época, dotada de um vocabulário simples e acessível, aliado a uma escrita fluída e arrebatadora.

domingo, 21 de setembro de 2014

Passatempo de Aniversário da Juh Nº1 [RESULTADO]

A espera foi longa, mas aqui fica a feliz vencedora deste passatempo :)


29. Patrícia (...) Miranda, de Vila Real de Santo António

Parabéns!

Aos restantes, melhor sorte para a próxima! 

"A Primeira Regra dos Feiticeiros" de Terry Goodkind

Edição: 2014
Págs.: 432
Editor: Porto Editora
ISBN: 9789720046840

Sinopse:

Richard Cypher é um jovem guia em Hartland, à procura de respostas para o assassinato brutal do pai. Na floresta onde se refugia, encontra uma mulher misteriosa, Kahlan Amnell, que precisa da sua ajuda para fugir aos sequazes do temível Darken Rahl, governante de D’Hara, praticante da mais temível magia negra e um homem ávido por vingança.
Num golpe de verdadeira magia, Richard passa a deter nas suas mãos o destino de três nações e, sobretudo, da própria humanidade. O seu mundo, as suas crenças e a sua própria essência serão abalados e testados, à medida que Richard lida com amigos e inimigos, com a crueldade extrema e a compaixão dedicada, experimentando a paixão, o amor e a raiva, e o seu impacto na missão que lhe é imposta: ser aquele que procura a verdade.

Opinião:

Richard é um rapaz que vive numa pequena aldeia, onde fora criado pelo pai, um homem mal estimado pela população em geral, sendo considerado louco devido aos seus constantes desaparecimentos (ossos do ofício!), que entretanto faleceu. A acção desenrola-se a partir deste momento, em que Richard, desafiando os conselhos do seu bem colocado irmão, se dirige ao bosque em busca de respostas. Lá, encontra Kahlan, uma bela rapariga, que é tudo menos uma vulgar e rotineira rapariga, ela vem de um sítio onde há magia. Kahlan é uma confessora, a última da sua espécie, e procura alguém muito especial, o único que conseguirá acabar com a tirania de Darken Rahl.

Após ler a sinopse, soube que tinha de ler este livro! Terry Goodkind prometia muita acção e fantasia, e sequiosa por um bom épico, não resisti a esta obra.

Richard é corajoso, por vezes um pouco ingénuo, mas tudo se deve à sua inexperiência e à dor de perder o pai precocemente. Também imaturo no que respeita ao amor, o jovem revela-se um adolescente típico, num mundo atípico. 

Por vezes, não sabia bem o que pensar do protagonista, devido a esses actos e pensamentos inconstantes, mas terminei a leitura com uma opinião positiva sobre o mesmo.
Terry Goodkind focou-se na criação de um mundo complexo e original, mas primou pela simplicidade das suas personagens, que são "diamantes pouco lapidados", equilibrando em perfeição estes dois elementos.

"A Primeira Regra dos Feiticeiros" será do agrado dos leitores de fantasia, aos amantes de magia e criaturas míticas.

Com uma escrita fluída e leve, este livro lê-se rapidamente e com vontade, não desapontando, e mantendo o leitor constantemente interessado. Com um vocabulário acessível, é fácil intrusarmo-nos no mundo de Richard Cypher.

Com muita acção, suspensa, emoção e até sensualidade, "A Primeira Regra dos Feiticeiros" torna-se, assim, uma referência do seus género literário.